RAFAEL HAYASHI E RAFAEL SLIKS

Depois de bombardearmos Marco Ubaldo e Bob Queiroz com perguntas enroladas, foi a vez de colocarmos a segunda dupla de artistas na parede. Entregamos as mesmas questões a Rafael Sliks e Rafael Hayashi para ver o que os caras pensam. Entenda a mente dos dois Rafas.
O Rolo possui 7 metros de comprimento por 1,6 metros de altura. Este foi o maior suporte utilizado por vocês?
Rafael Hayashi: Não. Quando se pinta na rua as proporções aumentam muito. Cheguei a pintar a lateral de uma casa que tinha mais ou menos 30 metros de largura e 5 de altura.
Rafael Sliks: Com o tecido foi o maior, mais já pintei paredes bem maiores.
E qual a diferença entre desenhar em tecidos e os outros trabalhos que vocês estão acostumados a realizar?
Rafael Hayashi: O rolo de pano não tem nenhum tratamento especial para receber a tinta, mesmo porque isto acabaria deixando o tecido muito pesado para ser usado ou transformado em peça de roupa. Telas ou muros ganham ou uma camada de gesso acrílico ou algumas camadas de tinta látex antes de receber a pintura ou o grafite. Assim, o suporte não absorve a tinta e dá ao trabalho final cores muito mais intensas. Então, a forma de pensar o trabalho tem que ser diferente para quando crio em cima de rolos de tecido, sabendo que vou ter esta limitação para realizar a pintura.
Rafael Sliks: Desenhar sobre tecido é bem diferente porque não é qualquer material que fica legal. Mas gostei de pintar. A pintura na parede é bem diferente, posso usar de tudo.
Quais as técnicas utilizadas para personalizar O Rolo de tecido?
Rafael Hayashi: Foi uma técnica mista: grafite com a pintura acrílica.
Rafael Sliks: As técnicas usadas no rolo foram spray e tinta acrílica.
Vocês são antenados na moda?
Rafael Hayashi: A moda está inserida no universo da arte, então de certa forma, acompanhando a arte acabo acompanhando a moda. A moda acaba falando quase que as mesmas coisas que estão rolando na arte.
Rafael Sliks: Trabalhando com estilistas e na criação de estampas, estou sempre antenado com a moda porque estamos sempre pesquisando.
Qual a sensação de ver as pessoas vestindo uma camiseta cuja estampa foi criada por vocês?
Rafael Hayashi: Tenho vontade de explicar o motivo pelo qual aquela estampa foi feita, o que eu estava pensando na hora em que eu a realizei. Quero que as pessoas entendam que aquilo não foi feito meramente com valores estéticos, mas que dentro dela estão condensados vários sentimentos e pensamentos.
Rafael Sliks: A sensação de ver uma pessoa vestindo uma estampa minha é muito legal. Me sinto super bem. E isso só fortalece para eu criar uma nova estampa.
De onde vem a inspiração?
Rafael Hayashi: Vivemos em uma cidade gigante com vários universos dentro. Não consigo imaginar algo que me inspire mais do que estar no meio destes vários universos.
Rafael Sliks: Minha inspiração vem do dia-a-dia, cidade, caos, trânsito, pessoas e a parte melhor que contrasta com o urbano, a natureza, plantas, animais e formas da natureza. Isso me inspira muito. Unir o urbano e a natureza.
Quando vocês perceberam que tinham um dom?
Rafael Hayashi: Não acredito que isso possa ser definido com um dom, da mesma forma que não se pode pensar que um médico nasceu com um dom só porque realiza uma cirurgia com perfeição, ele estudou por muito tempo para realizar esta cirurgia. Eu me vejo dessa forma. Esta é a minha profissão e a encaro com muita seriedade e dedicação, não como algo divino que caiu dos céus.
Rafael Sliks: Percebi quando eu tinha uns 12 anos. Gostava muito de rabiscar na escola, nas ruas, papeis, paredes, etc.
Quem foi a primeira pessoa a reconhecer a sua arte e dizer que valia a pena você mostrar o seu trabalho para o mundo?
Rafael Hayashi: Se eu desenho, grafito ou pinto, isso tem influencia direta das pessoas que me cercam. Amigos, família, entes queridos, são eles que me dão suporte e me fazem continuar. Então se alguém achou ou acha que minha arte vale a pena são estas pessoas.
Rafael Sliks: Minha madrinha em primeiro lugar e depois outras pessoas.


1 Comentários:
Não é bem um comentário! Uma básica pergunta... Porque o site da MCD não tem nenhum meio de contato para fins comerciais com o cliente? Tenho muita vontade de ter o produto em minhas lojas mas não consigo contato de forma alguma!
Everton Almeida;
(62) 3595-3003.
espaco.everton@gmail.com
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